A posição da entidade foi reforçada semana passada, quando ocorreu a apreensão de 10 toneladas de vestuário de origem chinesa. A apreensão da carga com moletons, jaquetas, calças e outras peças foi feita pela Receita Federal na Ilha Grande dos Marinheiros. "Evidencia deficiências da Fazenda estadual em coibir contrabando", disse Campos.
Para o dirigente, o fechamento do Posto Fiscal de Guaíba e de outros no Interior somado à carência de servidores para fiscalização ostensiva contribui para o abastecimento do comércio informal, que não recolhe imposto. "Fatos como esse demonstram o equívoco das autoridades fazendárias da época ao promoverem o fechamento de um dos principais postos fiscais gaúchos. Esperamos que o atual governo sinalize que pelo menos irá estudar a reativação", cobrou Campos.
"A reabertura de postos de fiscalização, como o de Guaíba, e a reativação dos postos volantes não vão arrecadar todo esse dinheiro, mas com certeza inibiriam práticas de contrabando e descaminho, forçando o contribuinte a emitir notas fiscais e, assim, recolhendo o devido imposto, que retornaria em investimentos à sociedade", observou Campos. A entidade reivindica ainda concurso público para contratar mais 400 técnicos. Segundo Campos, dos 940 em atividade, 160 estão para se aposentar.