Influência negativa
A previsão do FMI de desaceleração do crescimento se estende para outros países, contaminada principalmente pela lenta recuperação dos Estados Unidos e Europa. Conforme relatório, o Fundo reduziu consideravelmente a previsão para ambos e exortou as autoridades americanas a tomar as medidas necessárias para reduzir a dívida pública e apoiar a recuperação.
Os dados do FMI foram divulgados nas previsões semestrais, reunidas no relatório de Perspectivas World Economic Outlook (WEO). Segundo a análise, se os dirigentes ocidentais mantiverem os compromissos, o crescimento da economia mundial poderá alcançar 4,0% em 2011 e uma cifra similar em 2012. Ao mesmo tempo, no entanto, o Fundo previu que, se o compromisso não for mantido, Europa e Estados Unidos poderão voltar a entrar em recessão.
"A atividade se debilitou consideravelmente", assinalaram os economistas do FMI, recordando que foi "surpreendentemente frágil durante o segundo trimestre". O relatório do FMI se mostra particularmente preocupado com o Ocidente.
Segundo o FMI, o crescimento americano chegará apenas a 1,5% em 2011 e a 1,8% em 2012. O PIB do país havia aumentado 3,0% em 2010, mas "a atividade econômica perdeu velocidade" e a redução do ritmo "foi mais forte do que o previsto", indica o Fundo, que previa até agora um crescimento de 2,5% nos Estados Unidos em 2011, e de 2,7% em 2012.
De todos os países do Grupo dos Sete (G7, nações industrializadas), os Estados Unidos foram os que sofreram a maior revisão para baixo. Segundo a organização internacional, o crescimento do país será inferior ao da média dos países desenvolvidos. As taxas projetadas são muito inferiores à última previsão do governo americano, que anunciou este mês um crescimento de 2,1% em 2011 e de 3,3% em 2012.