Economia

Frente Parlamentar discute medidas estratégicas para investimentos em segurança com equipamentos e tecnologias

Encontro reuniu representantes da indústria, militares e outras instituições vinculadas à indústria de defesa e segurança

Tema foi tratado em reunião realizada na Fiergs
Tema foi tratado em reunião realizada na Fiergs Foto : Alina Souza

Medidas estratégicas para a manutenção da segurança com o uso de equipamentos e tecnologias com auxílio da indústria foi o principal tema de discussão da reunião da Frente Parlamentar de Apoio à Indústria de Defesa e Segurança da Assembleia Legislativa nesta sexta-feira. O encontro reuniu, na Fiergs, representantes da indústria, militares e outras instituições vinculadas à indústria de defesa e segurança.

O deputado estadual Gustavo Victorino (Republicanos), presidente da Frente Parlamentar, atualizou planos de municípios para a indústria de defesa, como Alvorada, que tem um projeto especial para o seu Distrito Industrial, com apoio do Exército Brasileiro, e outras regiões do estado em que já há equipamentos operacionais e à disposição das Forças de Segurança do Estado, como fuzis para os batalhões e grupos de operações especiais, tanto da Polícia Civil quanto da Brigada Militar. Ainda, informou que está sendo estabelecida na Frente uma linha de trabalho voltada ao apoio do Estado da Segurança.

Executivos de empresas automobilísticas também estiveram presentes na reunião, reforçando seus investimentos para diversas partes do estado e de fora do Brasil. Victorino destacou na reunião a possibilidade de renovação dos convênios de ICMS da indústria de segurança com CNPJ, no Rio Grande do Sul, resultado de uma conversa com o governador Eduardo Leite, além do secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e o líder do governo, Frederico Antunes. De acordo com o parlamentar, os convênios estavam parados, mas com a reativação, o imposto cai de 18% para 4%.

A importância de investir na defesa e segurança foi pontuada pelos presentes. O Brigadeiro Eduardo Miguel Soares, comandante do Quinto Comando Aéreo Regional da Força Aérea Brasileira, destacou que há espaço para exploração no Estado. “É óbvio que a gente tem algumas dificuldades, algumas amarras legais dele, mas dá uma satisfação grande ver a redução do custo de segurança. Cada um deve fazer [a sua parte], as empresas procurando de alguma forma achar saídas, achar novos mercados, já que o mercado interno nosso não é muito simples”, afirmou. Ele acrescentou que as Forças Armadas têm buscado soluções para mais investimentos. “A gente vê que tem realmente a chance de progredir e prosperar. E se isso realmente acontecer, algumas oportunidades poderão aparecer”.

No quesito de segurança, a Polícia Rodoviária Federal tem demandas importantes para o uso de drones, afirmou o superintendente executivo da PRF, Edson Marian. Ele lembrou de um episódio de abordagem de um motorista em que foi possível capturá-lo graças ao emprego de um drone com tecnologia cedido por um fazendeiro, que ampliou a capacidade das equipes de segurança. Ele destacou que o interesse é de evolução.

“A evolução e o uso da tecnologia para qualquer tipo de força, seja ela de segurança ou defesa, tem a tendência de produzir um resultado muito mais assertivo. Isso salva vidas e protege a sociedade. Nós vemos com bons olhos, inclusive, e o nosso interesse é evoluir. Quando a gente fala em efetividade e assertividade, os órgãos, as entidades, precisam utilizar esse tipo de meio mais avançado que possa produzir mais. Certamente, será um bom emprego, porque a segurança precisa, realmente, de investimento”.

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