O resultado surpreende o setor varejista da Capital, onde os negócios se mantêm acelerados, especialmente por conta do inverno que impulsiona as vendas de bens duráveis, como condicionadores de ar, estufas, lareiras e fogões à lenha; e do segmento têxtil, como roupas, cobertores e edredons. "Não verificamos este comportamento no semestre, inclusive as vendas por aqui estão aquecidas, motivadas pelas baixas temperaturas", destacou o presidente do Sindicato dos Lojistas de Porto Alegre (Sindilojas), Ronaldo Sielichow. De acordo com ele, apenas no mês de junho os negócios cresceram 10,5% sobre o mês anterior.
O varejo gaúcho prevê encerar o ano com incremento de 10% nos negócios sobre 2010. Porém, os economistas da Serasa Experian apontam um segundo semestre de desaceleração da atividade varejista, tendo em vista a comunidade do movimento de elevação da taxa de juros e a perspectiva de moderação do ritmo de crescimento econômico.
A estabilidade observada em junho frente a maio no país pode indicar que o segundo semester de 2011 será de desaceleração da atividade varejusta. A economia da Fecomérdio-RS Patrícia Palermo vê continuidade dessa desaceleração, "especialmente porque não há perspectiva de redução da taxa de juros".