Ao contrário do que ocorreu em nível nacional – com alta na criação de empregos –, o desempenho do mercado de trabalho gaúcho também caiu em relação a julho de 2011, quando foram gerados 5.208 empregos celetistas, segundo o Ministério do Trabalho. Nos últimos dez anos, o resultado de 2012 foi apenas o quinto melhor.
Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados no início da tarde desta quinta-feira, em Brasília. No acumulado de janeiro a julho, o Estado gerou 61.547 empregos com carteira assinada. Nos últimos 12 meses, foram criados 86.168 postos de trabalho.
Em julho, a região Metropolitana respondeu por 2.633 empregos gerados com carteira assinada, com uma alta de 0,23%. Em todo o Rio Grande do Sul, os melhores desempenhos, por setor, vieram da Construção Civil (1.257 postos criados), Serviços (1.190) e Indústria da Transformação (1.031). Em contrapartida, a Agropecuária demitiu 254 empregados a mais do que contratou.
Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, os que apresentaram os maiores saldos na balança de empregos foram, nessa ordem: Alvorada, Rio Grande, Gravataí, Sapiranga e Canoas. Na outra ponta, os piores resultados foram registrados em Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Porto Alegre, Caxias do Sul e Vacaria.
Resultado nacional
O saldo líquido de empregos formais criados no mês de julho, em todo o País, foi de 142.496 postos, segundo o Ministério do Trabalho. O resultado representa uma alta de 1,37% em relação a julho de 2011 e corresponde à admissão de 1.753.241 empregados com carteira assinada e ao desligamento de 1.610.745 trabalhadores.
No acumulado do ano até julho, o saldo liquido de empregos ficou em 1.232.843 postos. Os dados são sem ajuste, ou seja, não incluem as informações passadas pelas empresas fora do prazo.