Tiveram os maiores resultados negativos, nessa ordem, a Indústria da Transformação, a Construção Civil, o Comércio e a Agropecuária. Só na região Metropolitana, foram 1,7 mil vagas eliminadas no mercado formal de trabalho.
No acumulado do ano, porém, o resultado ainda é positivo, mas com a geração de apenas 59 mil empregos em seis meses.
Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, Porto Alegre, Guaíba, Eldorado do Sul, Santana do Livramento e Santa Rosa foram os que tiveram os melhores saldos do mês passado. Já os que mais eliminaram postos de trabalho foram, nessa ordem, Caxias do Sul, Canoas, São Leopoldo, Gravataí e Venâncio Aires.
Em nível nacional, resultado é o pior da história
No País, foram gerados em junho 25.363 empregos formais, o pior resultado em 16 anos, quando o Caged passou a ser realizado. Por motivos sazonais, a agricultura foi o setor que mais gerou empregos no mês, 40.818 novas vagas.
Ao divulgar os números, o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, disse que a nova previsão de geração de emprego para este ano é 1 milhão de novas vagas, número inferior ao esperado até o mês passado, 1,4 milhão.
O ministro admitiu que o governo previa um resultado melhor, mas que, a partir de agosto, os números devem ser mais expressivos na geração de postos de trabalho. “Certamente, vamos recuperar, a partir de agosto.”
Segundo o ministro, o número abaixo do esperado deve-se ao comportamento da indústria, setor que registrou em junho queda de 0,34% no número de novas vagas em relação ao mês anterior.