Economia

Geração de empregos em junho foi a pior do período em 12 anos no RS

Quase cinco mil postos de trabalho com carteira assinada foram fechados no mês passado

O Rio Grande do Sul demitiu 4.866 trabalhadores com carteira assinada a mais do que contratou, em junho, e o resultado se confirmou como o pior para o período, desde 2003, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged).

Tiveram os maiores resultados negativos, nessa ordem, a Indústria da Transformação, a Construção Civil, o Comércio e a Agropecuária. Só na região Metropolitana, foram 1,7 mil vagas eliminadas no mercado formal de trabalho.

No acumulado do ano, porém, o resultado ainda é positivo, mas com a geração de apenas 59 mil empregos em seis meses.

Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, Porto Alegre, Guaíba, Eldorado do Sul, Santana do Livramento e Santa Rosa foram os que tiveram os melhores saldos do mês passado. Já os que mais eliminaram postos de trabalho foram, nessa ordem, Caxias do Sul, Canoas, São Leopoldo, Gravataí e Venâncio Aires.

Em nível nacional, resultado é o pior da história

No País, foram gerados em junho 25.363 empregos formais, o pior resultado em 16 anos, quando o Caged passou a ser realizado. Por motivos sazonais, a agricultura foi o setor que mais gerou empregos no mês, 40.818 novas vagas.

Ao divulgar os números, o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, disse que a nova previsão de geração de emprego para este ano é 1 milhão de novas vagas, número inferior ao esperado até o mês passado, 1,4 milhão.

O ministro admitiu que o governo previa um resultado melhor, mas que, a partir de agosto, os números devem ser mais expressivos na geração de postos de trabalho. “Certamente, vamos recuperar, a partir de agosto.”

Segundo o ministro, o número abaixo do esperado deve-se ao comportamento da indústria, setor que registrou em junho queda de 0,34% no número de novas vagas em relação ao mês anterior.

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