Em relação ao estoque de assalariados de janeiro, a alta foi de 0,65%. A elevação decorreu, sobretudo, do crescimento do emprego no setores da Indústria de Informação, que abriu 11,7 mil postos de trabalho, dos Serviços, com 4,48 mil vagas geradas, e da Construção Civil, que assinou 2,24 mil carteiras em território gaúcho. Na contramão, a Agropecuária, o Comércio, e o setor Extrativo Mineral mais demitiram do que contrataram no mês passado. Os dados aparecem no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
A região Metropolitana da Capital gerou, sozinha, 7.742 empregos formais e, entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, os que registraram os maiores saldos entre contratações e demissões foram, nessa ordem, Porto Alegre, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande e Venâncio Aires. No fim dessa lista, aparecem, com os piores resultados, Cruz Alta, Capão da Canoa, Vacaria, Torres e Tramandaí.
No País, o saldo líquido de empregos formais gerados em fevereiro foi de 123.446, o pior resultado para o mês desde 2009, quando houve geração líquida de 9.179 postos, pela série sem ajustes. O resultado, no entanto, superou a mediana das estimativas do mercado. A abertura de vagas no mês passado caiu 18% em relação a fevereiro de 2012, quando somou 150.600.
O resultado de fevereiro é fruto de admissões de 1.774.411 empregados com carteira assinada e 1.650.965 desligamentos. Considerando os dados com ajuste, a geração líquida de emprego em fevereiro deste ano foi menor que a de fevereiro de 2012 (200.379) em 38,4%.
No acumulado do ano até fevereiro houve a geração de 170.612 postos líquidos de trabalho, já considerando os ajustes feitos em janeiro. Isso porque o Ministério do Trabalho aumentou o dado de 28.900 para 47.166 novos postos em janeiro deste ano.