Economia

GM e Michelin enfrentam pressões de Trump e garantem fábricas no México

"Vamos produzir onde vendemos", destacaram diretores das duas companhias

"Vamos produzir onde vendemos", destacaram diretores das duas companhias
"Vamos produzir onde vendemos", destacaram diretores das duas companhias Foto : Bill Pugliano / AFP / Getty Images / CP
Duas empresas da indústria automobilística, General Motors (GM) e Michelin, descartaram modificações em seus projetos no México, apesar das pressões do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para que os fabricantes deixem o território vizinho. "Nossa estratégia continua sendo produzir ali onde vendemos, isso não mudou", enfatizou Mary Ibarra, presidente da GM, a jornalistas na sede da companhia em Detroit, onde acontece a 29ª edição do Salão do Automóvel.

Jean-Dominique Senard, presidente da fabricante de pneus francesa Michelin, também confirmou que a empresa não está reconsiderando a nova fábrica no México. "A decisão de construir a fábrica se deu há anos", disse Senard. "Vamos estar onde estão nossos clientes, nosso negócio é global e não estamos reconsiderando (a presença no México)".

O grupo francês anunciou em julho planos para construir uma fábrica, com um investimento de 450 milhões de euros. A Michelin disse que a unidade, localizada no estado de Guanajuato e que deverá ficar pronta até o final de 2018, produzirá de quatro a cinco milhões de pneus, de acordo com a crescente demanda no México e "as crescentes oportunidades no dinâmico mercado da América do Norte".

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