A informação não é confirmada pelos executivos da GM, que tratam o assunto com cautela. Acontece que com a fabricação de dois novos modelos do projeto Onix - além do Celta e do Prisma, que já são produzidos em Gravataí -, a unidade chegará próxima do teto de produção recomendado pela técnica, que é de 400 mil unidades. "Está definido que aqui serão produzidos dois modelos da família Onix. Outros dois modelos ainda estão em discussão e poderiam ser também fabricados em Gravataí. Mas qualquer decisão futura deverá ser avaliada", afirmou a presidente. Os novos veículos deverão chegar ao mercado em outubro de 2012.
Bem-humorada e arriscando um "portunhol", a presidente da GM Brasil chegou cedo na Capital, por volta das 7h, e teve uma agenda cheia. Além da visita à fábrica, conversou com a imprensa e depois seguiu para o Palácio Piratini, onde foi recebida pelo governador Tarso Genro. Ela evitou fazer anúncios quanto a futuros projetos, mas revelou que a fábrica gravataiense deverá começar a operar em terceiro turno a partir de janeiro de 2013.
Segundo o vice-presidente de Comunicação, Relações Públicas e Governamentais da empresa, Marcos Munhoz, essa ampliação representará um acréscimo de 2,5 mil funcionários, que se somarão aos 6 mil hoje em atividade. Grace, que antes de chegar ao Brasil dirigiu a GM do México, tem nas mãos a tarefa de comandar a última etapa do projeto de ampliação da empresa no país até 2012, num total de R$ 5 bilhões em investimentos. Para a unidade do Rio Grande do Sul foram destinados R$ 2 bilhões, entre desenvolvimento de novos modelos e perfil do parque industrial, sendo esta a segunda expansão da GM no município gaúcho desde 2000, quando se instalou na cidade. Questionada sobre o avanço dos chineses no mercado automotivo brasileiro, ela se mostrou otimista. "A concorrência é uma coisa boa. Todos necessitamos dela para melhorar. O segredo é a excelência dos produtos, com serviços extraordinários e preços competitivos. Vamos enfocar nisso", enfatizou.