Economia

Governo analisará decisão do TCU sobre práticas fiscais, diz Levy

Tribunal considerou "pedaladas" realizadas no mandato anterior irregulares

Joaquim Levy afirmou neste sábado que não foi questionado sobre possibilidade de impeachment
Joaquim Levy afirmou neste sábado que não foi questionado sobre possibilidade de impeachment Foto : Agência Brasil / CP Memória
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou neste sábado que não foi questionado, em sua visita a Washington, sobre a possibilidade de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O tema passou a ser abordado diretamente pela oposição depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou irregulares as manobras fiscais realizadas no mandato anterior, conhecidas como "pedaladas fiscais".

"Vamos analisar as decisões (do TCU) e vamos implementar o que elas implicarem", disse o ministro durante entrevista coletiva realizada em Washington, nos Estados Unidos. "É preciso analisar, ver todas as consequências e ver qual é a melhor maneira de implementar a orientação que o TCU tiver dado." Levy também informou neste sábado que os países que compõem o Banco dos Brics, em processo de criação, devem definir seus representantes até o final de abril. A presidência será exercida pela Índia e os demais membros indicarão vice-presidentes.

A primeira reunião dos representantes do órgão multilateral de fomento deve ocorrer até meados de maio, em Xangai, sede do banco. "O primeiro passo para ter o Banco dos Brics como uma realidade vamos ver em meados de maio. Há uma enorme demanda sobre o financiamento de infraestrutura", disse Levy. "A expectativa é ter o banco funcionando no ano que vem." O Banco dos Brics reunirá representantes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

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