Economia

Governo anuncia retirada de subsídio do diesel e indica corte no benefício à gasolina

Ministro Dario Durigan confirma fim gradual de auxílios e aposta em reavaliação constante do mercado

Governo anuncia retirada de subsídio do diesel
Governo anuncia retirada de subsídio do diesel Foto : Alina Souza/ CP Memória

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira, 30, que, a partir de 1º de julho, o governo vai retirar a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel. "Fomos atentos para colocar o auxílio e também seremos para retirar", disse o ministro.

A declaração ocorreu durante uma coletiva de imprensa em Brasília, com representantes dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, e da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), focada em combustíveis.

Avaliação de subsídios e compromissos

Durigan explicou que a portaria será publicada a partir de quarta-feira, com efeitos imediatos. Ele reforçou que a medida visa a cumprir compromissos previamente estabelecidos pelo governo.

O ministro também mencionou que a avaliação da subvenção de R$ 1,15 para outra modalidade de diesel e, especialmente, da subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina, está em curso. Há um anúncio previsto para a retirada gradual desses benefícios.

Até o momento, diante da alta dos preços internacionais do petróleo, o governo vinha concedendo subsídios: R$ 1,12 por litro de óleo diesel, R$ 0,44 por litro da gasolina e R$ 11,00 por botijão de gás de 13 quilos. Essas foram as medidas anunciadas pelo governo federal para segurar o preço da gasolina e outros combustíveis, visando minimizar o impacto na inflação doméstica.

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A Fazenda informou que o governo já executou R$ 1,003 bilhão da subvenção ao diesel. Recentemente, Estados Unidos e Irã retomaram negociações para diminuir tensões militares no Estreito de Ormuz, o que impacta o mercado global.

PLP perde sentido com cenário externo

Durigan afirmou que o Projeto de Lei Complementar (PLP) dos Combustíveis perde a razão de ser com o fim da guerra entre Estados Unidos e Irã. Ele destacou que o governo mantém uma reavaliação constante dos custos fiscais e do impacto dos preços no País.

"Nossos compromissos aqui são o de não manter o preço artificial", disse o ministro. Ele enfatizou a necessidade de utilizar todos os instrumentos para amortecer o custo da guerra e proteger a população de seus impactos. Essa postura está alinhada à declaração prévia de Durigan de que a tendência é que os subsídios aos combustíveis acabem.

A reavaliação do quadro é diária, analisando os níveis de preço do petróleo e dos combustíveis no País. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) tem proporcionado maior transparência nas margens de preço, tanto para gasolina e diesel quanto para outros combustíveis, explicou Durigan.

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