O presidente da autoridade monetária afirmou que estabilidade é condição necessária para que os empresários possam fazer planos de investimentos e negócios. Acrescentou ainda que nos próximos meses e em 2014 o Brasil terá uma inflação mais comportada. "Será mais baixa do que em 2012, que foi de 5,8%. Em 2014, será menor do que a deste ano", previu.
"Queremos que esse processo se consolide. Desejamos uma inflação mais perto da meta, de 4,5%", assinalou Tombini, ressaltando ainda que o combate à inflação preserva o poder de compra do assalariado, protegendo a renda, o que ajuda na propagação sustentável do consumo.
Questionado ainda sobre se o banco poderá agir para evitar uma alta mais acentuada do dólar, o presidente do Banco Central lembrou que esse é um movimento global, ocorrido nas últimas semanas. "O regime de câmbio é flutuante. Mas podemos fazer intervenções nesse mercado, assim como fizemos nos últimos anos, sempre que exista um excesso de volatilidade ou alguma disfunção. Estamos atentos a essas oscilações", declarou.
O risco de a alta do dólar elevar a inflação é uma das maiores preocupações de economistas e também do próprio governo. Em abril, a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 0,55%, atingindo 6,49% nos últimos 12 meses.