Como exemplo dessa capacidade de intervenção, o ministro citou o Fundo Soberano e as operações de compra de dólar do Banco Central (BC). Ele voltou a afirmar, entretanto, que não há piso para a taxa de câmbio e o que se pretende é evitar a volatilidade. "Mantemos o câmbio flutuante, apesar de outros países não fazerem o mesmo", disse o ministro. Mantega criticou as intervenções cambiais realizadas em outros países, citando como exemplo o Japão, que provocou em cadeia uma desvalorização de moedas asiáticas.
"Estamos atentos aos movimentos que outros países estão fazendo na área cambial. Nós temos preocupação de não ficar em situação desfavorável. As economias querem sair do buraco, com juros mais baixos e desvalorização da moeda. Queremos que todos saiam da crise, mas não às nossas custas", afirmou. O ministro disse que levará essa questão à reunião do G-20, que será realizada em outubro. "Vou colocar com veemência a posição do Brasil", adiantou.