No dia em que a presidente Dilma Rousseff vetou um reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), o ministro da Secretaria de Relações Institucionais Pepe Vargas (PT) afirmou que o governo deve enviar ao Congresso nos próximos dias uma Medida Provisória propondo uma correção menor, de 4,5%. "O espaço fiscal que temos hoje é de (um reajuste de) 4,5%", afirmou Vargas nesta terça, durante café da manhã com jornalistas setoristas do Palácio do Planalto.
A atualização das faixas do Imposto de Renda se transformou num impasse desde que Dilma anunciou, no último Dia do Trabalho, que encaminharia ao Legislativo uma proposta de reajuste de 4,5%. Uma briga em torno de uma emenda do senador Aécio Neves (PSDB-MG) impediu que a MP fosse aprovada e ela perdeu a validade. No apagar das luzes de 2014, uma manobra da oposição conseguiu inserir em outra Medida Provisória uma correção de 6,5%, derrotando o governo e forçando o veto de Dilma. Na ocasião, o próprio PT da Câmara, insatisfeito com a pouca interlocução com o Planalto, se rebelou e votou pela aprovação do reajuste maior.
CPMF
Pepe Vargas, responsável pela articulação do Palácio do Planalto com o Congresso, também disse que a recriação da CPMF, uma contribuição para o financiamento da saúde não deve ser encampada pelo governo. "Esse debate não está posto no governo até o presente momento", disse. Segundo ele, o pacote de aumento de impostos anunciado na segunda-feira, 19, pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é o que está no radar do governo atualmente sobre questões tributárias.
Governo deve encaminhar nova MP para corrigir tabela do IR
Ministro Pepe Vargas disse será proposto reajuste com correção menor de 4,5%