O governador Eduardo Leite formalizou o retorno do Conselho Estadual de Desburocratização e Empreendedorismo (Cede). A retomada foi assinada através de um termo de cooperação entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RS). A cerimônia foi realizada na tarde de terça-feira no Palácio Piratini.
O Cede será responsável por planejar e implementar ações de desburocratização, com o objetivo de simplificar a prestação de serviços públicos e melhorar o atendimento, tanto para pessoas físicas quanto para empreendedores no Estado.
Durante o ato de assinatura, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, destacou a importância da cooperação entre diferentes esferas para alcançar resultados efetivos. “O grande objetivo é de que tenhamos a colaboração e sejamos colaborativos entre nós. Teremos nossa estrutura da Sedec, que vai coordenar e fazer o monitoramento. Quando se fala em reduzir burocracia, é deixar os processos mais simples, com controle e cuidado, mas deixando a vida do cidadão mais fácil”, afirmou.
O diretor-superintendente do Sebrae-RS, Ariel Berti, reforçou a necessidade de unir forças entre o setor público e a sociedade civil para criar um ambiente propício ao empreendedorismo. Utilizando uma metáfora esportiva, Berti comparou o papel do Cede à criação das condições necessárias para o sucesso dos empreendedores. “A gente conseguiu perceber nas Olimpíadas que nem o melhor surfista do mundo consegue surfar sem onda. Por isso, acho que o papel do poder público e das entidades como o Cede é criar a onda necessária para que os empreendedores possam surfar. Sem isso, não há empreendedor que consiga atingir seus objetivos”, disse.
Encerrando o ato, o governador Eduardo Leite enfatizou que a desburocratização não significa relaxar em questões essenciais, como a obtenção de laudos técnicos, mas sim confiar no cumprimento das normas pelos empreendedores, com fiscalização posterior.
Leite também ressaltou o papel do governo em ajustar suas demandas às necessidades da população. “Se o empreendedorismo está no DNA, não é o governo que tem que impedir que a população se ajuste às necessidades do governo. É o governo que tem que se ajustar às necessidades da população, para que a gente possa, juntos, encontrar o melhor caminho”, concluiu.