Além dos projetos previstos e dos acordos já estabelecidos para fornecimento de energia elétrica e eólica, discutiu-se a possibilidade do RS fornecer gás para o Uruguai. Isso seria realizado a partir do acordo firmado em fevereiro deste ano entre governo, Petrobras e as coreanas Hyundai e Samsung para a instalação de um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) em Rio Grande.
Atualmente, o Uruguai, que não possui reservas e importa gás da Argentina a um preço alto, o que o torna pouco competitivo. "O terminal que estamos trabalhando para instalar no Rio Grande do Sul pode ser a solução para o sul da América do Sul e uma questão estratégica para o nosso estado", ressaltou Tarso.
Os participantes da reunião vão elaborar um parecer técnico que será enviado à direção da Petrobras. "O fornecimento de gás nos países do Mercosul pode entrar em crise e este projeto é um elemento importante que vai ampliar a produção. Além disso, a possibilidade de repassar ao Uruguai vai beneficiar o Rio Grande do Sul", destacou Irani Varela, presidente da Petrobras no Uruguai. Atualmente, o Brasil tem dois terminais de regaseificação, um no Rio de Janeiro e outro no Ceará. Um terceiro está sendo construído na Bahia.
O investimento no RS pode chegar a U$ 5 bilhões e deve triplicar o volume de gás disponível no Estado. A tendência é que a planta de regaseificação tenha capacidade de produção de 7 milhões de metros cúbicos ao dia. Parte será destinada a fábrica de fertilizantes e o restante será distribuído para geração de eletricidade e consumo industrial.