Economia

Governo federal deve ampliar compras para estimular economia

Novo pacote não se restringirá à indústria, segundo ministro do Desenvolvimento

Preocupada com o ritmo fraco de crescimento da economia este ano, a presidente Dilma Rousseff deve anunciar nesta quarta-feira medidas para reforçar e acelerar as compras governamentais. O governo entende que ampliando os gastos em algumas áreas poderá dar um estímulo adicional aos investimentos e, com isso, melhorar o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). O anúncio do novo pacote de estímulo à economia foi antecipado nessa terça-feira pelo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, em São Paulo.

Ele não quis colocar muitos detalhes, mas explicou que desta vez as medidas não serão só para a indústria. As compras públicas serão preferencialmente da indústria nacional em setores com alto poder de dinamização da economia, como Saúde, Defesa e Educação. O governo poderá antecipar aquisições já previstas no orçamento e utilizar o mecanismo de margem preferencial, pela qual pode pagar até 25% mais caro nos processos de licitação para aquisição de produtos fabricados no Brasil. Por esse mecanismo, o governo pode adquirir produtos dos setores têxtil, confecção, calçados, fármacos e medicamentos, além de retroescavadeiras e motoniveladoras.

Na mesma solenidade, a presidente Dilma deverá anunciar a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para itens da linha branca, como fogões, geladeiras, máquinas de lavar e freezers, além de móveis, luminárias, lustres e papel de parede. O benefício terminaria neste sábado. A medida foi anunciada há três meses para estimular o consumo e também para garantir a manutenção dos empregos.


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