Economia

Governo ficou decepcionado com recusa das concessionárias, diz Carvalho

Previsão era reduzir preço da energia em até 20%, mas diminuição deve ser de até 16,7%

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou nesta quarta-feira que o governo federal ficou "decepcionado" com a possibilidade de reduzir o preço das tarifas de energia abaixo dos 20% anunciados pela presidente Dilma Roussef, devido à recusa das empresas Cesp, Cemig e Copel de renovarem as concessões da forma proposta pelo governo. "Todos nós ficamos (decepcionados). Nós esperávamos uma cobertura maior, uma adesão maior, sobretudo de algumas empresas", afirmou ele, na saída da 9ª Edição do Premio gestor eficiente da Merenda Escolar, realizado em Brasília.

Carvalho disse ainda que o governo continuará com o programa de redução da tarifa de energia que, segundo ele, "todo mundo sabe o quanto é importante para a economia industrial e para a economia doméstica, também". Questionado se a recusa das concessionárias dos estados governados pelo PSDB (São Paulo, Minas Gerais e Paraná) seria uma forma de politizar o assunto, Carvalho respondeu: "Eu não posso dar esse qualificativo. A gente só lamenta esse fato, já que tantas outras empresas aderiram. É da vida, é da luta", comentou.

O objetivo do governo era uma redução média no valor das tarifas de energia à população de 20,2%. No entanto, a diminuição deve ser inferior, de até 16,7%, devido à recusa das companhias de aderir à proposta do governo.

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