“Vamos manter a trajetória de redução de juros de acordo com as condições econômicas do País”, afirmou, reforçando que o governo tem tomado as medidas necessárias para enfrentar os reflexos da crise internacional e vem sendo beneficiado pelo cenário deflacionário causado pelo baixo crescimento das economias centrais.
Dilma citou medidas já adotadas pelo governo, como o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no mercado de derivativos e a redução da taxa Selic em 0,5 ponto porcentual no fim de agosto. “Sabemos que vamos enfrentar muitos desafios, mas temos instrumentos para zelar pela competitividade. Temos instrumentos para garantir o Brasil competitivo. Nós somos fortes para enfrentar os efeitos da crise”, declarou ela, antes de ressalvar: “Não vamos para o vale-tudo da competição de mercados que estão fora de controle, fora do País”.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega endossou o discurso da presidente. Lembrou que o Brasil tem algo entre R$ 400 bilhões e R$ 500 bilhões em compulsórios que poderiam ser acionados em caso de necessidade. "Temos toda munição monetária, coisas que Estados Unidos e Europa não dispõem. Nós temos, por exemplo, a taxa de juros mais alta do mundo, e podemos reduzi-la", disse
Ainda segundo Mantega, o Brasil goza de alta confiança junto a seus parceiros. Ele lembrou medidas adotadas pela governo, entre elas o aumento do IOF em operações com derivativos no câmbio, para impedir alavancagem, e a desoneração da folha de pagamentos de quatro setores da economia, um programa experimental que deve ser estendido a outros setores. Ele deu como exemplo a indústria têxtil.
Dilma convoca empresários para proteger economia nacional
A presidente Dilma Rousseff disse também que o Brasil deve criar uma muralha para defender a economia nacional e conclamou os empresários e a sociedade civil a participar da construção desta proteção. “Isto não é um trabalho só do governo, é da sociedade civil como um todo”, afirmou. “Não vamos fechar os olhos, pelo fato de não haver uma crise aqui dentro, para uma crise lá fora.”