Economia

Governo não poupará medidas para conter inflação, diz Mantega

Ministro da Fazenda resultado que IPCA tem "desacelerado" ao longo dos meses

Governo não poupará medidas para conter inflação, diz Mantega
Governo não poupará medidas para conter inflação, diz Mantega Foto : Elza Fiuza / ABr / CP
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que o governo não vai poupar medidas para conter a inflação. O ministro ressaltou, no entanto, que o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que mede a inflação oficial do País – tem “desacelerado” ao longo dos meses.

“A inflação de março, se nós decompusermos essa inflação, vamos ver grande desaceleração da inflação. Tivemos os alimentos que pressionaram a inflação de março e impediram que a queda fosse maior”, comentou. As declarações do ministro foram dadas ao final da 15ª Reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI).

O IPCA divulgado nesta manhã, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou alta de 6,59% em 12 meses, uma taxa acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, que é 6,5%. A última vez em que o IPCA superou a meta foi em dezembro de 2011, quando atingiu 6,64%. Em março, a variação foi 0,47%, ante a taxa registrada no mês anterior, de 0,60%.

Entre os grupos de despesas analisados pelo IBGE, o de alimentos, mesmo com desaceleração, saindo de 1,45% para 1,14%, registrou o maior resultado entre todos os grupos, responsável por 60% do índice do mês. Para o ministro, a situação dos alimentos deve melhorar nas próximas semanas com o começo da safra agrícola.

Para Mantega, a trajetória de queda da inflação continuará ao longo de 2013, mas observou que o governo está atento ao aumento de preços. “Estamos atentos porque ela (inflação) é prejudicial a toda economia brasileira. Aos trabalhadores, que pagam produtos mais caros, e aos empresários, porque têm dificuldades de calcular custos e viabilizar projetos. A boa noticia é que o IPCA de março foi menor que o de fevereiro e menor que o de janeiro. Estamos com trajetória de redução da inflação”, disse.

O ministro evitou comentar mudança na taxa básica de juros, a Selic, que pode ser decidida na próxima semana, quando ocorre reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). “Eu não falo de juros, juros são de responsabilidade do Banco Central”, esquivou-se. A taxa atual está em 7,25% ao ano.

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