Economia

Governo retira IOF em operações de derivativos cambiais

Medida ocorre como uma tentativa de evitar desvalorização do real

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, na noite desta quarta-feira, a retirada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1% sobre a posição vendida líquida – diferença entre posição vendida e posição comprada bruta – no mercado de derivativos cambiais. A cobrança se dava sobre o aumento na posição vendida ou redução na posição comprada. A medida entra em vigor na quarta.

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"Quando você fica vendido, significa que você vai ter de entregar dólar, então você ajuda a desvalorizar o dólar. Em 2011, os aplicadores estavam vendidos e o dólar estava se desvalorizando e o real se valorizando. Havia aumento de posição vendida, de modo que estava prejudicando a atividade, porque as exportações estavam ficando caras em dólar", afirmou o ministro, ao detalhar a decisão.

Mantega afirmou que o objetivo, na época, era diminuir essa posição de modo que a valorização do real não fosse reforçada. "Agora, o cenário mudou. Principalmente diante dessa acomodação do mercado cambial mundial. Estamos tendo, ao invés de desvalorização, valorização (do dólar). Não faz sentido manter o empecilho", disse. "Com isso, haverá, oferta maior de dólar no mercado futuro, com diminuição da desvalorização do real", completou.

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