No domingo, o primeiro-ministro Georges Papandreou anunciou a renúncia iminente ao cargo e somou-se à longa lista de chefes de governo europeus obrigados a renunciar devido à crise da dívida que atinge o continente.
"A instabilidade política no país levou a Europa a ampliar seus esforços no sentido de reforçar o fundo de resgate", afirmou Amadeu Altafaj, porta-voz da Comissão Europeia, durante uma coletiva de imprensa antes da reunião de ministros da Economia da Eurozona.
No encontro, os 17 ministros debaterão a melhor maneira para aumentar a capacidade do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) até pelo menos um trilhão de euros. Dotado com 440 bilhões, o FEEF já utilizou recursos para ajudar países como a Irlanda e Portugal. A meta é que o FEEF funcione como um mecanismo de atração de investimentos para comprar a dívida dos países mais frágeis, apoiado pela máxima classificação e por uma garantia de 20% a 30% de eventuais primeiras perdas.
Novo governo de coalizão
O acordo para a formação de um governo de coalizão na Grécia foi obtido domingo, entre os dois principais partidos políticos do país. O novo governo ficará encarregado da "aplicação do plano europeu" de ajuda à Grécia até "as próximas eleições", disse o governo através de um comunicado. O líder da oposição conservadora, Antonis Samaras, e Papandreou se reunirão novamente nesta segunda-feira para designar um novo primeiro-ministro e o futuro gabinete.
O acordo foi fechado durante uma reunião entre Samaras, líder do partido Nova Democracia, e Papandreou, na casa do presidente grego, Karolos Papúlias. "Durante o encontro, ficou acertada a formação de um novo governo com a missão de conduzir o país a eleições imediatamente após a aplicação das decisões tomadas em 26 de outubro", quando foi firmado o acordo de Bruxelas entre Grécia e os demais países da Zona do Euro, destaca o comunicado.