Economia

Grécia apresentará propostas "confiáveis" de reformas na quinta, garante premiê

Alexis Tsipras falou diante do Parlamento Europeu

Alexis Tsipras falou diante do Parlamento Europeu
Alexis Tsipras falou diante do Parlamento Europeu Foto : John Thys / AFP / CP
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, se comprometeu nesta quarta-feira a apresentar "novas propostas concretas de reformas confiáveis" na quinta-feira, como exige a Eurozona para manter o país à tona e dentro da união monetária. Diante do Parlamento Europeu, Tsipras acrescentou, no entanto, que todo acordo com os credores deve ser "socialmente justo e economicamente viável".

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Tsipras garantiu que o objetivo do seu governo não é "procurar o confronto com a Europa". Na cúpula, realizada na véspera em Bruxelas, foi estabelecido um prazo limite até domingo para ser fechado um compromisso entre Grécia e credores.  Assumindo a responsabilidade pelos últimos cinco meses e meio desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro, Tsipras sustentou que todos devem "reconhecer que a responsabilidade básica do impasse em que a Grécia e a zona euro estão neste momento não se deve apenas aos últimos cinco meses e meio, mas aos últimos cinco anos e meios, com programas que falharam" e que não distribuíram de forma equitativa "o fardo" dos sacrifícios.

"As propostas do governo grego não serão concebidas para serem mais um fardo para os contribuintes europeus", disse o premiê, lamentando que "até agora" o dinheiro emprestado à Grécia pelos seus parceiros (no quadro dos dois programas anteriores de resgate) nunca tenha chegado aos cidadãos comuns, às mulheres e homens gregos, tendo antes sido utilizado "para salvar bancos". Já o presidente do Conselho Europeu e das cúpulas do euro, Donald Tusk, sublinhou que está diante de uma "corrida contra o tempo", pois "a realidade é que só restam quatro dias para se alcançar um acordo definitivo". "Tenho evitado falar em datas-limite, mas a verdade é que a data-limite é esta semana", disse Tusk.

Alertando que um novo fracasso nas negociações conduzirá "ao pior cenário possível", O dirigente advertiu que o fracasso vai "afetar a Europa, do ponto de vista geo-político", e quem acreditar que  esse não é o caso, "é ingênuo".

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