Economia

Grife Zara adia assinatura de acordo para reparar danos por uso de trabalho escravo

MPT adiantou que ajuizará ação civil pública contra a empresa se não houver acordo

A empresa espanhola Zara, grife do mercado da moda, adiou a assinatura do Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta (TAC), a ser firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo. O acordo, que deveria ser assinado nesta sexta-feira, pretende regularizar a cadeia produtiva da grife e reparar os danos causados aos trabalhadores flagrados em regime de trabalho análogo à escravidão.

A diretoria da empresa espanhola alegou, entretanto, que já tinha compromissos agendados para amanhã. Caso a grife se recuse a assinar o TAC, cujos termos não foram divulgados, o MPT adiantou que ajuizará uma ação civil pública contra a empresa.

Em junho, investigações do MPT e do Ministério do Trabalho descobriram 51 pessoas (incluindo 46 bolivianos) trabalhando em condições degradantes em uma confecção contratada pela Zara em Americana, cidade do interior paulista. No mês seguinte, foram encontrados 14 trabalhadores bolivianos e um peruano em situação análoga à escravidão em duas confecções terceirizadas na cidade de São Paulo.

Bookmark and Share

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio