"Em uma conversa ocorrida nesta tarde com o presidente e diretor-executivo da YPF, Miguel Galuccio, membros do grupo comprador manifestaram a ele que veem a YPF como uma companhia sólida e com um bom potencial de crescimento", diz comunicado. As ações foram compradas de um sindicato de bancos que havia emprestado dinheiro ao grupo argentino Petersen para adquirir uma participação na YPF anos atrás, segundo a imprensa local.
Após a estatização da companhia, Petersen não cumpriu sua dívida com esses bancos e então as ações passaram às mãos do credor. "A incorporação do empresário mexicano ao pacote acionário da empresa é um claro sinal para o mercado financeiro internacional", disse Galuccio, citado em comunicado da YPF. Galuccio destacou o aporte de Carlos Slim "porque este é um conhecedor e protagonista do mercado petroleiro internacional". "Também é uma grande demonstração de confiança na Argentina e no novo projeto da companhia", completou.
Nesta terça-feira, a agência de classificação de risco Moody's reduziu a nota da dívida em moeda local da YPF, devido ao "risco de liquidez diante de uma aceleração da dívida de curto prazo" da companhia, e "o desafio recorrente para cumprir suas obrigações de pagamento da dívida de curto prazo".
A presidente argentina, Cristina Kirchner, decidiu em abril passado expropriar da Repsol 51% da YPF, alegando falta de investimentos, o que desatou uma grave crise diplomática com a Espanha. Em 3 de maio, o Congresso da Argentina sancionou a lei que transferiu ao Estado o controle da YPF (51% das ações), e diminuiu o capital da Repsol de 57,43% para 6,43%, enquanto o Grupo Petersen conservava seus 25,46% e o mercado de ações, seus 17,09%.