Economia

Haddad atribui crescimento da economia à qualidade do ajuste fiscal

Ministro da Fazenda disse que "abriu a caixa-preta" dos grupos econômicos no Brasil quando aprovou a sua agenda de aumento da arrecadação

Haddad não quis responder sobre possibilidade de aumento de juros do Copom
Haddad não quis responder sobre possibilidade de aumento de juros do Copom Foto : Diogo Zacarias / MF / Divulgação CP

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuiu o forte crescimento da economia brasileira à "qualidade" do ajuste fiscal feito pela pasta, que se focou "em quem deixou de pagar impostos." "O resultado dessa política é que você consegue fazer o ajuste sem prejudicar o crescimento econômico", disse Haddad, em entrevista à GloboNews na manhã desta quarta-feira, 4.

Segundo o ministro, a ideia de fazer um ajuste cobrando da população pobre prejudica o consumo e o investimento, mas a agenda da Fazenda permitiu o crescimento dessas duas variáveis e o controle da inflação.

Ele repetiu que a pasta "abriu a caixa-preta" dos grupos econômicos no Brasil quando aprovou a sua agenda de aumento da arrecadação. "Eram quase 2% do PIB a menos em arrecadação em virtude desses "campeões" que se apropriaram do Orçamento", disse.

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O ministro da Fazenda se esquivou de responder a uma indagação de jornalistas sobre se o Banco Central teria de aumentar os juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 17 e 18. Ele disse considerar deselegante opinar sobre o tema.

"Confio muito na capacidade técnica das pessoas que estão à frente do BC, não acho elegante dizer o que o BC tem de fazer, assim como eles também respeitam a autoridade fiscal do ministério da Fazenda", afirmou.

Ele lembrou que o governo já indicou quatro diretores para o BC e, agora, Gabriel Galípolo, atualmente diretor de Política Monetária e indicado para a presidência da autarquia, deve ser sabatinado pelo Senado Federal.

Pouco antes, falando sobre o crescimento do PIB, Haddad defendeu que a Fazenda tem conseguido conduzir um "ajuste" de forma que a atividade não comprometa a inflação. Ele repetiu que o Brasil tem de crescer mais do que a média mundial, afirmando que o Fundo Monetário Internacional (FMI) já vê um PIB potencial de 2,5% para o Brasil. "O ministro da Fazenda não pode falar que é menos", disse.

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