O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou que o governo brasileiro pretende fazer parte do arranjo global para a regulamentação das grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs. "Há um desequilíbrio que precisa ser regulado pelo Estado", declarou Haddad, em entrevista à RedeTV! gravada na quinta-feira, 30.
As discussões no âmbito internacional estão centradas em um regra de concorrência de mercado e outra sobre a tributação dos grupos multinacionais. A respeito da concorrência, Haddad disse que o pequeno empresário não pode ser prejudicado e as big techs precisam operar em condições de igualdade com outros agentes, o que resultaria em benefícios para aqueles que dependem das plataformas digitais para tocar seus negócios.
Haddad fez referência a quem precisa, por exemplo, usar as redes para vender produtos. "Não podemos deixar o pequeno empresário brasileiro com regras não competitivas para big techs, que estão tarifando os seus colaboradores de uma forma cada vez mais perniciosa."
- Estados anunciam alta do ICMS de gasolina e diesel e queda no GLP a partir de 1º de fevereiro
- Intenção de compra da famílias tem alta de 0,2% em janeiro
Excelente relação com Motta e Alcolumbre
Haddad disse ter estabelecido nos últimos dois anos uma "relação excelente" com o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e com o senador Davi Alcolumbre (União-AP), que devem assumir as presidências da Câmara e do Senado nos próximos dias.
Haddad afirmou que se encontrava frequentemente com Motta antes mesmo de o parlamentar despontar como favorito à sucessão de Arthur Lira (PP-AL). "Não teve mês que eu não almocei com o deputado Hugo Motta", afirmou. Motta, segundo o ministro, "é muito interessado" na pauta econômica.
Já Alcolumbre, com quem jantou nesta semana, demonstrou interesse em impulsionar "uma agenda econômica forte", segundo o ministro. Na semana passada, Haddad apresentou uma lista de 25 prioridades da agenda econômica para 2025 e 2026 durante a primeira reunião ministerial do ano. Entre elas, está a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil.