O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (22) que a transição no comando do Banco Central (BC), ocorrida em 2024, foi um período "difícil". Em evento em São Paulo, ele disse que a relação entre sua pasta e a autoridade monetária contribuiu para a alta dos juros no ano passado.
O ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, deixou o cargo para Gabriel Galípolo, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de Lula ter sido um crítico ferrenho de Campos Neto, e Galípolo ter elogiado publicamente a transição, Haddad revelou que o processo foi "muito difícil" para ele. Ele comparou a situação a 2022, quando não havia um presidente ou ministro da Fazenda para conduzir a transição.
Expectativa de queda sustentável nos juros
Haddad também mencionou que diversos fatores contribuem para os juros elevados no país, embora a questão fiscal tenha um papel importante. Ele expressou a expectativa de que as taxas comecem a cair de forma "consistente e sustentável", o que, por sua vez, levaria a resultados nominais melhores nas contas públicas.
"Com os indicadores de inflação que nós estamos colhendo, com o dólar no patamar que está, com tudo que está acontecendo, eu acho que as coisas vão melhorar muito a partir do ano que vem", disse o ministro. Ele concluiu afirmando que essa será uma trajetória sustentável, desde que o trabalho da equipe econômica continue sendo bem executado.