O Ibama aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras devido ao vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração ocorrido em 4 de janeiro, na Bacia da Foz do Amazonas. O incidente aconteceu a 175 quilômetros da costa do Amapá, na Margem Equatorial, durante as operações do Navio Sonda 42 (NS-42).
Segundo o órgão ambiental, o material — uma mistura oleosa usada na exploração de petróleo — representa risco médio para a saúde humana e o ecossistema aquático.
A Petrobras confirmou o recebimento da autuação e informou que adotará as providências cabíveis, mas contesta a classificação de risco do Ibama.
Em nota, a petroleira sustenta que o fluido é biodegradável, não tóxico e não bioacumulável, assegurando que o produto atende aos parâmetros ambientais e não gera danos à natureza. A companhia tem 20 dias para pagar a multa ou apresentar sua defesa administrativa.
Condições para retomada da perfuração
As operações no poço exploratório Morpho estão paralisadas desde 6 de janeiro. Para autorizar a retomada, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) impôs novas exigências técnicas, incluindo a substituição obrigatória de todos os selos das juntas do riser de perfuração (tubo que conecta a sonda ao fundo do mar).
A Petrobras deve apresentar evidências da troca dos componentes em até cinco dias após a conclusão do serviço, acompanhadas de uma análise técnica de adequação.