Puxado pela queda nos preços dos combustíveis, a região metropolitana de Porto Alegre registrou um dos mais baixos índices regionais do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho (-0,15%). Além da capital gaúcha, Curitiba também registrou deflação no período. O índice mais alto foi o de Brasília (0,38%), em razão do aumento de 13,44% nas passagens aéreas, gerando contribuição de 0,16 ponto percentual.
No Brasil, o IPCA não apresentou variação em junho, ficando 0,43 ponto percentual abaixo da taxa de maio (0,43%). Foi o mais baixo IPCA mensal desde junho de 2006, quando ocorreu “deflação” de 0,21%. Com esse resultado, o acumulado do ano está em 3,09%, o mesmo índice de maio, acima da taxa de 2,57% relativa ao primeiro semestre de 2009.
Os alimentos, cujo movimento de alta, decorrente em grande parte de problemas climáticos neste ano, já havia perdido força em maio, foram os principais responsáveis pela forte desaceleração do IPCA em junho. Ao passar de 0,28% para -0,90% de um mês para o outro, o grupo alimentação e bebidas teve contribuição de -0,20 ponto percentual, enquanto havia representado 0,06 ponto percentual em maio.
Vários produtos alimentícios ficaram mais baratos em relação a maio, a exemplo da batata-inglesa, que, com preços 23,97% mais baixos, apresentou a mais significativa contribuição individual para menos: -0,09 ponto percentual.
Foram poucos os alimentos em alta e, mesmo assim, eles mostraram redução no ritmo de aumento de preços. Foi o caso da refeição fora do domicílio, que passou de 1,15% em maio para 0,80% em junho, e do feijão carioca, que passou de 12,96% para 2,47%.
Mas não só o grupo dos alimentos teve influência na desaceleração do IPCA do mês. Os produtos não alimentícios tiveram um aumento menor, passando de 0,48% em maio para 0,27% em junho. Artigos de vestuário, transporte, saúde e cuidados pessoais também tiveram queda nos preços no mês de junho.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do mês, foram comparados os preços coletados de 29 de maio a 28 de junho de 2010 (referência) com os preços vigentes de 29 de abril a 28 de maio (base).
IBGE registra deflação em junho na Capital
Queda do preço dos combustíveis foi a principal causa do IPCA de -0,15% registrado no mês passado