Economia

Impacto do acordo Mercosul-UE não é mensurável, diz Brandão

Diretor do Mdic afirma que é preciso esperar para fazer levantamento

Herlon Brandão:"Tem uso, sim, do acordo já, mas não é mensurável, porque quem se beneficia é o importador da União Europeia"
Herlon Brandão:"Tem uso, sim, do acordo já, mas não é mensurável, porque quem se beneficia é o importador da União Europeia" Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/ CP

Indagado se já há algum efeito do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) nos dados de comércio exterior, o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Diest/Mdic), Herlon Brandão, afirmou que esse impacto ainda não é mensurável.

"É natural e esperado que os importadores da União Europeia, que são os agentes que vão se beneficiar do acordo, uma vez que vão importar os bens sem pagar tarifa, vão aderindo gradualmente a esse volume", disse. "Tem uso, sim, do acordo já, mas não é mensurável, porque quem se beneficia é o importador da União Europeia", argumentou.

"Para observar esses efeitos do acordo, temos que esperar mais um pouco para fazer um levantamento. O que a gente sabe é que já tem relatos de empresas que estão se beneficiando disso, mas certamente tem uso já do acordo nos dois fluxos - de exportação e importação", completou.

Pacto provisório entre blocos comerciais

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo entre os dois blocos comerciais entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, com a redução gradual de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE ao longo dos próximos anos.

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As exportações de produtos brasileiros para a União Europeia subiram 32,4% em junho deste ano e somaram US$ 4,888 bilhões, ante US$ 3,418 bilhões em junho de 2025. As compras subiram 13,9%, somando US$ 4,708 bilhões, ante US$ 4,133 bilhões no mesmo mês do ano passado. A balança comercial com este bloco resultou num superávit de US$ 180 milhões no mês passado.

No período acumulado de janeiro a junho de 2026, em relação a igual período do ano anterior, as exportações para a União Europeia cresceram 12,8% e atingiram US$ 26,906 bilhões. As importações caíram 0,4% e totalizaram US$ 24,263 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial com este bloco comercial apresentou superávit de US$ 2,643 bilhões.

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