Economia

Impactos das barreiras argentinas são tema de debate na Fiergs

Objetivo foi buscar medidas para minimizar ou derrubar restrições

Representantes sindicais e deputados participaram do encontro
Representantes sindicais e deputados participaram do encontro Foto : Vinícius Roratto
As restrições impostas pela Argentina aos produtos gaúchos foram tema de debate público nesta sexta-feira na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). Representantes de sindicatos e parlamentares discutiram as medidas possíveis para minimizar ou derrubar as barreiras estabelecidas pelo país vizinho. Os resultados da reunião serão levados à Cúpula do Mercosul, que ocorrerá na próxima semana em Mendoza, na Argentina.

Segundo informações apresentadas no debate, a economia gaúcha acumulou déficit de 2,08 bilhões de dólares no ano passado. O presidente em exercício da Fiergs, Claudio Bier, explica que nos quatro primeiros meses de 2012 as exportações para a Argentina registraram queda de 10,7%, em comparação com o mesmo período do ano passado. “É preciso buscar um novo patamar nessa relação binacional, pois precisamos avaliar a questão que traz cada vez mais prejuízos ao setor industrial gaúcho”, destacou.

Deputado estadual e presidente da Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais, Mano Changes cobrou uma posição mais firme do governo junto à presidente Dilma Rousseff. Para ele, não é necessária uma retaliação, mas sim medidas compensatórias para as industrias de móveis, calçados e máquinas agrícolas. “Quem mais perde com toda essa situação é o Rio Grande do Sul, por isso o governador Tarso Genro deveria atuar para equilibrar a balança comercial, já que cada vez mais perdemos empresas por falta de incentivo”, argumentou.

Conforme Bier, o Estado já perdeu três grandes empreendimentos para a Argentina (Stara, John Deere e Massey Ferguson) em razão dos impostos que lá são de 3% e aqui 14%. Para ele, o governo brasileiro ainda não se deu conta de que não consegue mais atrair investimentos por falta de incentivo. “Há empresas que fornecem componentes industriais que já estão recebendo propostas para se mudarem. No mínimo precisamos de igualdade para competir”, sintetizou.

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