Economia

Importância do diálogo nas empresas e influência da IA em relações humanas são pauta no Congregarh 2025 nesta quinta

Evento chegou ao seu segundo dia no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre

Gustavo foi um dos palestrantes nesta quinta-feira no Congregarh 2025
Gustavo foi um dos palestrantes nesta quinta-feira no Congregarh 2025 Foto : Pedro Piegas

Esta quinta-feira, segundo dia do Congregarh 2025, que ocorre no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre, contou com palestras a respeito da importância da escuta, da conversa, da disrupção e da educação corporativa. O evento, o maior de gestão de pessoas do Sul do Brasil, e promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos seccional Rio Grande do Sul (ABRH-RS) termina nesta sexta.

O público já superou as expectativas, assim como há maior número de expositores neste ano, em relação a 2024. Autora de nove livros e uma das palestrantes desta quinta, Elisama Santos disse que a única forma de encontrar soluções é através do diálogo. Na opinião dela, a tecnologia, por ter um funcionamento linear, nunca conseguirá imitar as complexidades e peculiaridades humanas.

“Ela nunca irá conseguir imitar nossas esquisitices e peculiaridades. Por isso, não tenho medo da forma como ela está atuando, porque nunca será parecida conosco. Se conseguirmos lidar com o humano, garantimos espaço e uma produção que realmente conecta com quem está por perto”, comentou a palestrante, natural da Bahia. “Pensar na conversa e na construção de relacionamentos saudáveis dentro das corporações aumenta a produtividade, o lucro, reduz custos e deixa os colaboradores mais dispostos e animados”.

Já o sociólogo Gustavo Brito, natural do Rio de Janeiro e Chief Learning Officer (CLO) da Cognita Learning Lab, palestrou sobre “Como a aprendizagem pode contribuir para cenários caóticos”. “Existem tecnologias humanas que poderiam nos ajudar muito nessa relação com uma tecnologia que vai ser muito ubíqua. A inteligência artificial talvez seja a próxima energia elétrica, ou seja, algo que surgiu aos poucos e dominou de tal forma que não nos damos conta. Mas a IA não anda na chuva, não se apaixona, não é senciente, precisa de nós, humanos”, disse ele.

“Ela não pensa, faz associações com bancos de dados e conhecimentos que já tem e inventa coisas novas, já que foi treinada para isso. Precisamos resgatar estas competências humanas, relacionais, interpessoais. São cognitivas, caso contrário, nossa relação vai se empobrecendo”, comentou ainda. Nesta sexta, último dia, o evento terá as presenças de Giovani Baggio, o economista-chefe do Sistema Fiergs; Renato Curi, o Chief Product Officer na Crescimentum; e Leonardo Miggiorin, ator, professor e psicólogo.

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