Os economistas da Serasa Experian atribuíram esse resultado à redução da atividade econômica e à pressão exercida pela folha de pagamento das empresas diante dos reajustes salariais, além do custo mais elevado do capital de giro por causa das sucessivas altas na taxa básica de juros, a Selic.
As dificuldades foram maiores em relação às dívidas bancárias com crescimento de 3,1%, mas com valor médio em queda de 4,3%, no quadrimestre, passando de R$ 5.245,09 para R$ 5.017,3.
Já as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água) tiveram variação de 2,7%. O valor médio nos primeiros quatro meses do ano aumentou 6,8% atingindo R$ 858,13, ante R$ 803,46 em igual período do ano passado.
A emissão de cheques sem fundos também cresceu, porém, em ritmo menor com taxa de 0,4% e valor médio bem abaixo do acumulado de janeiro a abril do ano passado, com recuo de 18% – ao passar de R$ 2.684,65 para R$ 2.201,37.