As incertezas provocaram o disparo do prêmio de risco (o risco país: diferencial com os bônus da Alemanha a 10 anos, considerados os mais seguros) dos países mais expostos. As taxas de juros da Espanha alcançaram 6,495%, e as da Itália se aproximavam de 6%, enquanto o rendimento do título alemão registrava um novo mínimo histórico, de 1,434%. O diferencial dos títulos da dívida da Espanha para os da Alemanha superou assim os 500 pontos básicos (5%), a 507.
A situação grega se agravou na terça-feira com o fracasso das negociações para a formação de um governo de coalizão de socialistas e conservadores, partidários dos ajustes impostos pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Assim, o país voltará às urnas e, de acordo com as pesquisas, os partidos contrários à austeridade devem ganhar ainda mais força.
O eventual fim dos acordos com a Grécia poderia resultar na saída do país da Eurozona, incerteza que abala os mercados. Mas o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, afirmou nesta quarta-feira que o programa de resgate em troca dos ajustes está fechado e que nenhuma força política grega pode sonhar em voltar a negociar suas condições. "É um programa de ajuda preparado de forma minuciosa e não pode ser renegociado", declarou Schauble. "A Grécia deve estar preparada para aceitar a ajuda proposta e aqueles que vencerem as eleições deverão decidir se aceitam estas condições ou não", completou.