Em um cenário de discrepância entre oferta e demanda por profissionais qualificados em que cerca de 77% das empresas brasileiras relatam dificuldade para preencher vagas, segundo levantamento da ManpowerGroup, projetos que conectam formação prática, apoio social e acesso ao mercado formal têm se mostrado essenciais. O Rio Grande do Sul, por sua vez, passa a receber iniciativas voltadas à inclusão produtiva. Um exemplo é a primeira turma de formação em desenvolvimento Full Stack JavaScript realizada no estado pela Generation Brasil, ONG global criada pela McKinsey com foco em empregabilidade, em parceria com o Instituto Caldeira e com apoio do Instituto Helda Gerdau. A iniciativa marca a entrada da organização no estado.
Com 44 alunos selecionados entre mais de mil inscritos, a turma teve 41% de participação feminina, número expressivo considerando o contexto do setor de tecnologia. Em menos de 30 dias após a formatura, realizada em fevereiro de 2026, nove participantes já haviam sido contratados.
A metodologia prioriza a inserção em empregos com carteira assinada (CLT), promovendo maior estabilidade e proteção social.
Para a economista e embaixadora da Generation, Dirlene Silva, iniciativas como essa ajudam a enfrentar um dos principais gargalos do país: “o Brasil ainda convive com profundas desigualdades no acesso à qualificação e ao mercado formal. Programas que combinam formação de qualidade com apoio estruturado são essenciais para quebrar esse ciclo”.
Para os alunos, o impacto vai além do aprendizado técnico. A participante Pâmela dos Reis descreve a experiência como transformadora: “mais do que aprender tecnologia, desenvolvi uma nova forma de pensar, resolver problemas e trabalhar em equipe. Foi uma jornada de resiliência e auto confiança. Saio mais preparada e com a certeza de que posso enfrentar novos desafios".