"A estimativa de elevação de preços em 2,85% mencionada por vários veículos de comunicação não leva em conta o impacto da medida sobre o cálculo do ICMS, da margem dos varejistas e outras variáveis que compõem o preço dos produtos. Levando em conta todas estas, o aumento poderá chegar a 10% para o consumidor final", projetaram em nota conjunta Associação Nacional da Indústria da Cerveja (CervBrasil), Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), em comunicado conjunto divulgado nesta sexta-feira. Segundo as associações, o reajuste para as cerveja será de 5,24%, já para os refrigerantes, de 9,77%.
Conforme as entidades, para o setor de refrigerantes, além da elevação da carga tributária federal incidem mais dois efeitos: a redução de 40% dos benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus e o aumento de 100% do IPI de produtos que levam em sua composição sucos naturais", declaram as entidades. A CervBrasil, Abrabe e Sindicerv reiteraram a revisão dos investimentos para o ano e que estão "abertas ao diálogo com o governo para que seja possível chegar a um modelo que traga melhores resultados para a economia do País."