Essas obras integram um total de 177 itens, que demandariam um investimento de R$ 70 bilhões. A sugestão da CNI é de que seja criada uma força-tarefa entre setor público, privado e terceiro setor para acompanhar a execução destes projetos.
O projeto foi apresentado à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati. O objetivo é evitar que os gargalos logísticos da região provoquem um colapso no transporte dos produtos, tendo em vista o aumento da produção nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. "Se nada for feito, ou se for feito muito pouco, vamos ter um colapso porque a produção está aumentando e não temos como levar os produtos aos seus destinos", disse o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor Muller.
Segundo Muller, o número de caminhões que trafegam pelas estradas do Sul é crescente, enquanto que a malha rodoviária permanece a mesma há anos. Grande parte destes produtos, de acordo com o presidente da Fiergs, vem de outros estados, com destino aos países do Mercosul.
O estudo detalha pontos em que a utilização está superior à capacidade e apresenta áreas que devem ser priorizadas nos investimentos feitos em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos e dutoviários. Também permite delinear qual a melhor forma de financiamento em cada caso. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná são responsáveis hoje por 17% do Pruduto Interno Bruto (PIB) brasileiro.