Economia

Indústria gaúcha fecha 2015 no seu menor nível em 12 anos, diz Fiergs

Presidente da instituição afirmou que empresas tiveram que reduzir funcionários

Indústria gaúcha fecha 2015 no seu menor nível em 12 anos, diz Fiergs
Indústria gaúcha fecha 2015 no seu menor nível em 12 anos, diz Fiergs Foto : Samuel Maciel / CP Memória
O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI/RS) atingiu em dezembro seu menor nível desde janeiro de 2003, segundo dados apresentados pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). O declínio na atividade da indústria foi de 1,9% em comparação mensal com novembro, na série com ajuste sazonal. Já em comparação com o mesmo mês de 2014, a retração alcançou 10,3%, totalizando 22 quedas consecutivas nessa base. No acumulado de 2015 em relação a 2014, o indicador recuou 9,5% e somente em 2009 (-13,0%) a retração foi mais significativa.

“A contenção da demanda, o encarecimento e a dificuldade de obtenção de crédito, a falta de perspectiva de uma retomada da economia e o avanço da inflação são elementos que pesaram negativamente sobre o desempenho do setor secundário gaúcho em 2015. Como resultado, as empresas tiveram que reduzir o seu quadro de funcionários para se adaptar ao cenário de elevada ociosidade.”, explicou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller. 

Entre as seis variáveis que compõem o indicador, o faturamento real (-12,4%) e as compras industriais (-16,6%) sofreram as retrações mais expressivas. Na variável que mede o pessoal ocupado, o recuo foi de -6,6%. A menor pressão advinda sobre o mercado de trabalho impactou na massa salarial real, que registou queda de 8,0%.

Na análise por categorias da atividade, os resultados negativos atingiram 15 das 17 atividades pesquisadas. As perdas mais relevantes concentraram-se no complexo Metal Mecânico, com destaque negativo para Veículos automotores (-22,0%) e Máquinas e equipamentos (-17,3%) sobre o desempenho global. Químicos e derivados de petróleo (-5,6%) e Móveis (-17,0%) também explicam parte relevante da retração do IDI-RS.

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