Indicador de Clima Econômico do Brasil recua para -45,9 pontos
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Indicador de Clima Econômico do Brasil recua para -45,9 pontos

Índice de satisfação atual e de expectativas também decaiu

Por
AE

Segundo FGV, proximidade das eleições presidenciáveis e a baixa expectativa do PIB contribuíram para o mau desempenho

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O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina recuou de -5,2 pontos no trimestre encerrado em abril para -21,1 pontos no trimestre finalizado em julho, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) em parceria com o instituto alemão Ifo. A satisfação com a situação atual (ISA) se manteve em queda, enquanto o índice de Expectativas (IE) caiu de 24,7 pontos em abril para zero ponto em julho

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Houve melhora no clima econômico na Bolívia, Colômbia, Peru e México. Os que registraram piora foram Argentina e Uruguai, que passaram de um resultado positivo para negativo, e Chile e Paraguai, que pioraram a avaliação do ambiente econômico, mas permanecem na zona favorável.

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No Brasil, o ICE passou de -11,4 pontos em abril para -45,9 pontos em julho. Há também uma menor satisfação com relação a situação atual que atingiu -88 pontos. Segundo a FGV, a proximidade das eleições presidenciais e a revisão para baixo nas projeções do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) influenciaram o mau desempenho. No mundo, o ICE diminuiu de 16,5 pontos em abril para 2,9 pontos em julho, ainda na zona favorável.

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A avaliação da situação atual permaneceu positiva, mas o IE ficou negativo, alcançando o patamar mais baixo desde outubro de 2011. Houve piora em quase todos os países, apontou a fundação. Nos Estados Unidos, o ICE recuou, mas ainda se mantém em zona favorável.

Na China, a piora do ICE foi mais intensa que nos Estados Unidos, passando de uma zona favorável para desfavorável. O possível acirramento da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China é um dos principais fatores que explicam o pessimismo em relação ao cenário futuro do clima econômico mundial, ainda ressaltou a FGV. Entre os países que formam o Brics, apenas a Índia registrou avaliação favorável, embora o ICE tenha caído 28,5 pontos.