A produção industrial do Rio Grande do Sul cresceu 7,0% em julho de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado garante ao Estado a segunda maior alta entre os 18 locais pesquisados, atrás apenas do Espírito Santo (12,8%).
Frente a junho, na série com ajuste sazonal, a indústria gaúcha avançou 1,2%, terceiro melhor desempenho entre 15 locais, depois de Amazonas (14,6%) e Espírito Santo (2,0%).
Derivados de petróleo e biocombustíveis, com destaque para óleo diesel e gasolina, puxaram o avanço anual no território gaúcho, de acordo com o instituto. Fumo (cigarros e folhas processadas), máquinas e equipamentos (retroescavadeiras e ferramentas hidráulicas), alimentos (carnes de aves, suínos e bovinos, farelo de soja e rações) e produtos de metal também contribuíram. No segmento de metal, o IBGE cita peças para armas de fogo, guarnições, ferragens e artefatos semelhantes para móveis, esquadrias de alumínio, construções pré-fabricadas de metal, latas de alumínio para embalagem, alicates e telhas metálicas.
O RS liderou a média móvel trimestral, com alta de 1,1%, enquanto 12 dos 15 locais registraram queda. O Amazonas, com 0,8%, foi o único outro Estado a crescer nesse indicador.
No acumulado de 12 meses, a indústria gaúcha acelerou de 2,8% em junho para 3,6% em julho. Na comparação entre o primeiro quadrimestre e o período de maio a julho, ambos frente a 2025, o ritmo passou de 2,5% para 5,1%, na contramão do total nacional, que desacelerou de 1,7% para 0,4%.
Os demais estados da região Sul tiveram desempenho mais fraco: Santa Catarina subiu 0,7% frente a junho, mas recuou 0,7% sobre julho de 2025. O Paraná caiu nas duas comparações, com 1,7% no mês e 2,3% no ano.
No país, a produção industrial subiu 0,2% frente a junho, com oito dos 15 locais em alta. O Amazonas registrou o maior avanço, de 14,6%, , com expansão de dois dígitos, impulsionado, em grande parte, pelo retorno à produção de unidades produtivas que haviam paralisado por conta da concessão de férias coletivas em junho de 2026. Segundo o IBGE, foi o crescimento mais intenso no Estado desde julho de 2020 (15,1%), suficiente para eliminar a queda de 12,5% do mês anterior. Goiás (0,8%), Santa Catarina (0,7%), São Paulo (0,5%), Bahia (0,4%) e Minas Gerais (0,3%) também cresceram, e o Rio de Janeiro repetiu o patamar de junho.
Mato Grosso (-9,0%) e Pará (-4,5%) tiveram as maiores perdas mensais. O primeiro eliminou o avanço de 1,1% de junho, e o segundo acumulou o quarto mês seguido de queda, com perda de 12,8% no período. Ceará (-1,8%), Pernambuco (-1,8%), Paraná (-1,7%) e Região Nordeste (-0,7%) completaram a lista de resultados negativos.
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Frente a julho de 2025, na série sem ajuste sazonal, a indústria recuou 0,5% em julho de 2026, com 11 dos 18 locais pesquisados apontando redução na produção. As quedas mais intensas foram registradas no Pará (-8,9%) e Maranhão (-6,3%).
A média móvel trimestral nacional caiu 0,8% e aprofundou a perda de 0,5% registrada em junho, quando interrompeu a trajetória de alta iniciada em janeiro de 2026. O acumulado em 12 meses permaneceu positivo, mas desacelerou de 0,7% para 0,6%, com apenas sete dos 18 locais em alta.