• Banco Central prevê crescimento de 2% no PIB em 2014
Essas projeções são do cenário de referência, em que o BC levou em considerações informações disponíveis até o dia 14 de março de 2014 para fazer as estimativas. Nesse cenário foi considerado o dólar a R$2,35 e a taxa básica de juros, o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), atualmente em 10,75% ao ano.
O BC também divulga os dados do cenário de mercado, que faz estimativas para a taxa de câmbio e a Selic. No cenário de mercado, a previsão para a inflação neste ano é 6,2%, 0,6 ponto percentual acima da estimativa de dezembro. Em 2015, a projeção é 5,5% e em 12 meses, no acumulado do final do primeiro trimestre de 2016, em 5,2%.
As estimativas de inflação estão acima do centro da meta de inflação, 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem como limite superior 6,5%. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros. Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Selic e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.
Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a da taxa do Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.
O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Atualmente, a taxa do Selic está em um ciclo de alta. A última elevação ocorreu em fevereiro, quando ficou em 10,75% ao ano. A próxima reunião do Copom está marcada para os próximos dias 1º e 2 de abril.
No cenário de referência, a probabilidade estimada de a inflação ultrapassar o limite superior do intervalo de tolerância da meta em 2014 ficou em torno de 38% e, em 2015, de 27%. No cenário de mercado, essa probabilidade ficou em cerca de 40%, este ano, e em 29%, em 2015.