A previsão suavizada para o IPCA para os 12 meses à frente subiu de 6,33% para 6,38% e se distanciou ainda mais da mediana de 6,24% registrada quatro semanas atrás. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA foi mantida tanto para 2014 (6,31%) quanto para 2015 (6,40%). Um mês atrás, a mediana das previsões para o IPCA eram, respectivamente, de 6,28% e 6,40%.
Para o curto prazo, a mediana das estimativas para o IPCA de setembro passou de 0,43% para 0,44%, quatro semanas antes estava em 0,40%. No caso de outubro, o ponto central da pesquisa seguiu em 0,50% ante variação de 0,49% de quatro semanas antes.
A mediana das expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 deu mais um passo em direção à estabilidade no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, pelo Banco Central. Pelo documento, a economia brasileira crescerá 0,24% este ano, apenas metade da previsão feita um mês atrás, de 0,48%. Na semana passada, a projeção de avanço era de 0,29%. Esta é a 19ª semana consecutiva em que o mercado revisa suas planilhas para baixo na pesquisa Focus.
Os economistas continuam a acreditar em alguma retomada da atividade no ano que vem, mas cada vez com menos força, já que a taxa mediana da Focus para o período recuou de 1,01% para 1,00%. Quatro semanas antes, a estimativa de crescimento para o próximo ano estava em 1,10%.
Conforme a pesquisa, o setor manufatureiro terá retração de 2,14% este ano ante previsão de queda de 1,95% esperada na semana passada. Vale lembrar que um mês antes, a expectativa era de uma diminuição da atividade de 1,98%. Para 2015, a previsão também é de recuperação do setor, que deve ter expansão de 1,40%, estava em 1,50% no documento anterior, mesma medida vista um mês antes.
Os analistas mantiveram suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2014. A Focus de hoje aponta a mesma mediana da semana passada, de 35,00%, que também era o ponto central da pesquisa um mês atrás. Para 2015, a mediana permaneceu em 35,50% de um levantamento para o outro. Quatro semanas antes, porém, estava em 35,04%.