Economia

Inflação medida pelo IGP-10 sobe levemente em outubro

Resultado de 1,15% ficou dentro das previsões dos analistas do mercado financeiro

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) acelerou levemente e subiu 1,15% em outubro, após avançar 1,12% em setembro, segundo informou nesta segunda-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado ficou dentro das previsões dos analistas do mercado financeiro, que esperavam taxa entre 0,72% e 1,18%, com mediana de 1,00%.

Entre os três indicadores que compõem ao IGP-10, o Índice de Preços por Atacado - 10 (IPA-10) teve alta de 1,51% este mês, após subir 1,63% em setembro. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10) apresentou alta de 0,55% em outubro, comparado ao aumento de 0,11% no mês passado. Já o Índice Nacional do Custo da Construção - 10 (INCC-10) teve taxa positiva de 0,20% em outubro, após subir 0,13% em setembro.

O IGP-10 subiu 8,51% no acumulado do ano até outubro - elevação idêntica à apurada nos 12 meses encerrados em outubro. O período de coleta de preços para o IGP-10 deste mês foi de 11 de setembro a 10 de outubro.

Atacado

O avanço de preços dos produtos industriais no atacado perdeu força em outubro, com alta de 0,21%, após subirem 1,03% em setembro. Segundo a FGV, os preços dos produtos agrícolas no setor atacadista assumiram trajetória oposta, e subiram de forma intensa: a taxa de inflação no setor agropecuário avançou de 3,55% para 5,54% de setembro para outubro.

Ao detalhar a movimentação de preços por estágios da produção, a FGV informou que os preços dos bens finais tiveram alta de 1,70% este mês, em comparação com a taxa positiva de 0,88% apurada em setembro. Já os preços dos bens intermediários no atacado subiram 0,10% em outubro, em comparação com o aumento de 0,36% no mês passado. Por fim, os preços das matérias-primas brutas no atacado subiram 3,26% em outubro, após avançarem 4,48% em setembro.

Entre os produtos pesquisados, as altas mais expressivas de preço no atacado no IGP-10 de outubro foram registradas em milho em grão (16,96%); feijão em grão (43,03%); e bovinos (5,66%). Já as mais expressivas quedas de preço no atacado foram verificadas em minério de ferro (-3,56%); ferro gusa (-7,32%); e ovos (-2,90%).

Varejo

No varejo, a inflação percebida pelo consumidor medida pelo IPC-10 acumula altas de 4,08% no ano e de 4,39% em 12 meses até outubro. O IPC-10, que representa a evolução de preços varejistas, corresponde a 30% do total do índice.

De acordo com a instituição, a aceleração de preços varejistas apurada pelo IPC-10 de setembro para outubro (de 0,11% para 0,55%) foi causada principalmente devido ao término da deflação nos preços dos alimentos (de -0,05% para 1,07%). Isso porque, nesta classe de despesa, houve acréscimos nas taxas de variação de preços de produtos de peso no cálculo da inflação varejista, como arroz e feijão (de -2,81% para 4,74%), laticínios (de -0,53% para 1,27%) e carnes bovinas (de 3,18% para 4,59%).

Outros cinco grupos apresentaram aceleração de preços, no período. É o caso de habitação (de 0,21% para 0,36%), vestuário (de 0,10% para 1,14%), saúde e cuidados pessoais (de 0,25% para 0,48%), educação, leitura e recreação (de 0,14% para 0,35%) e despesas diversas (de 0,13% para 0,18%). A única classe de despesa a apresentar decréscimo em sua taxa de variação de preços, entre as sete pesquisadas, foi de transportes (de 0,12% para -0,02%.

Entre os produtos pesquisados no varejo, as altas de preço mais expressivas foram registradas em taxa de água e esgoto residencial (1,98%); feijão carioquinha (17,72%); e limão (31,16%). Já as mais significativas quedas foram apuradas nos preços de mamão da Amazônia - papaya (-19,40%); manga (-18,99%); e cebola (-18,23%).

Construção civil

A inflação na construção civil medida pelo INCC-10 acumula altas de 6,55% no ano e de 6,94% em 12 meses até outubro. O INCC-10 representa 10% do total do índice.

De acordo com a fundação, a aceleração na taxa do INCC-10 de setembro para outubro (de 0,13% para 0,20%) foi influenciada por um aumento mais intenso de preços de materiais, equipamentos e serviços (de 0,22% para 0,38%), no mesmo período.

Entre os produtos pesquisados na construção civil, as altas de preço mais expressivas foram registradas em condutores elétricos (4,65%); tijolo/telha cerâmica (1,57%); e cimento portland comum (1,07%). Já as mais significativas quedas foram apuradas nos preços de vergalhões e arames de aço ao carbono (-0,95%); tubos e conexões de ferro e aço (-0,47%); e argamassa (-0,02%).

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