Economia

Inflação no varejo ganha força e sobe 0,88% na 1ª prévia de março

Cinco das sete classes de despesa do IPC-S apresentaram acréscimos em suas taxas

A inflação mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) ganhou força. O índice subiu 0,88% até a quadrissemana encerrada em 7 de março, taxa maior 0,20 ponto percentual (p.p.) acima do apurada anteriormente, que mostrou alta de 0,68%. A informação foi anunciada nesta segunda-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Cinco das sete classes de despesa apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços.

O grupo Alimentação foi o grupo que mais influenciou a alta, passando de de 1,16% para 1,95%. Dos 21 produtos, 17 apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços. O destaque ficou por conta de hortaliças e legumes, que representou mais de 50% da variação de preços dos alimentos no período e cuja taxa de inflação quase dobrou (4,55% para 8,19%). Além de alimentação, Habitação (de 0,33% para 0,34%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,43% para 0,47%); Educação, Leitura e Recreação (de -0,02% para 0,07%); e Despesas Diversas (de 0,37% para 0,42%).

Já as duas classes de despesa restantes apresentaram deflação mais intensa ou desacelerações, no mesmo período. É o caso de vestuário (de -0,62% para -0,70%); e de transportes (de 1,74% para 1,38%). Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, a FGV informou que as altas mais expressivas foram registradas em tomate (39,28%); tarifa de ônibus urbano (1,89%); e açúcar refinado (11,85%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em maçã nacional (-20,14%); cenoura (-11,79%); e alcatra (-3,33%).

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