As despesas pessoais e com habitação foram as que mais subiram no período, com variação de 1,31% e 0,87, respectivamente. No grupo alimentação e bebidas, o aumento também foi considerável: 0,80%. O tomate foi um dos itens que mais contribuiu para isso, já que a elevação foi de 83,32%, com o quilo chegando a custar R$ 7.
Com transportes, os gastos também aumentaram, já que a taxa variou 0,43% no mês. Em relação à saúde e cuidados pessoais, a despesa variou 0,36% em julho. A comunicação sofreu elevação de 0,28%, os artigos de vestuário 0,18% e a educação 0,11%. Nos artigos de residência houve a única marca negativa, com redução de 0,10% na comparação com o período anterior.
Índice nacional
No País, a inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 0,43% em julho. A taxa é superior à registrada em junho (0,08%). Já em julho do ano passado, havia sido observado um índice de 0,16%. A principal contribuição para a alta da inflação em julho veio dos alimentos, cuja taxa chegou a 0,91% ante o 0,68% de junho. Com taxa de 0,91%, o grupo de despesas diversas também teve um impacto importante no IPCA.
Já os transportes tiveram deflação (queda de preços) de 0,03% em julho. Mesmo com a taxa negativa, o IPCA desse grupo de despesas foi maior do que no mês anterior, quando havia sido registrada uma queda de preços de 1,18% No ano, a inflação oficial acumula taxa de 2,76%. Já a inflação acumulada em 12 meses chega a 5,2 %, de acordo com o IBGE.
Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de junho a 27 de julho de 2012 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de maio a 28 de junho de 2012 (base).
O IPCA é referente a famílias residentes nas áreas urbanas das regiões de abrangência, com rendimentos de um e 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos. A pesquisa é realizada nas regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.