Economia

Inflação pelo IPCA-15 sobe para 0,43% em Porto Alegre em abril

Taxa da capital gaúcha ficou na média nacional, segundo o IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve variação de 0,43% em abril na Capital, superior à taxa de 0,34% de março. O acumulado no ano foi de 1,51%. O resultado foi divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Brasil, a taxa também ficou em 0,43% neste mês, bem superior à de 0,25% em março. No ano, o acumulado foi de 1,87%, abaixo do resultado de igual período de 2011, quando acumulou 3,14%. Nos últimos 12 meses, o índice registrou aumento de 5,25%, abaixo dos 12 meses anteriores (5,61%). Em abril de 2011, a taxa havia ficado em 0,77%.

Dentre os índices regionais, o maior foi o do Rio de Janeiro (0,65%) em virtude do item empregado doméstico (7,37%). O menor foi o de Salvador (0,09%) sob influência dos alimentos consumidos no domicílio (-0,16%).

Os grupos habitação (de 0,44% em março para 0,75% em abril) e despesas pessoais (de 0,60% para 1,43%) foram os principais responsáveis pela aceleração no ritmo de crescimento do IPCA-15 de março para abril.

Em habitação, a pressão veio de aluguel residencial (de 0,45% para 0,82%), condomínio (de 0,48% para 1,01%), mão de obra para pequenos reparos (de 1,03% para 1,31%), artigos de limpeza (de 0,46% para 0,95%), água e esgoto (de 0,19% para 1,60%). A alta nas contas de água e esgoto foi decorrente do reajuste de 11,17% em Brasília, vigente desde 1º de março.

Em despesas pessoais, os destaques foram cigarro (de 0,00% para 5,56%), cujos preços foram reajustados 25% em média a partir de 6 de abril, e empregado doméstico (de 1,38% para 1,87%), o maior impacto individual no mês (0,07 ponto percentual). Cabeleireiro (de 0,23% para 1,86%) e manicure (de 0,23% para 1,29%) também pressionaram o resultado.

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 15 de março a 13 de abril de 2012 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 11 de fevereiro a 14 de março de 2012 (base).

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos (R$ 622 a cerca de R$ 24,8 mil) e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços.

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