A taxa do grupo Alimentação sofreu a queda mais expressiva, passando de 0,65% para 0,24%. Um dos principais itens que contribuíram para essa desaceleração está o tomate, que em abril teve variação negativa de 12,74% e agora teve o preço reduzido em 16,83%.
Outras cinco das oito classes de despesa componentes do IPC-S apresentaram desaceleração em suas taxas de variação. O grupo Habitação também se destaca, cuja taxa passou de 0,54% para 0,17%.
A análise deste resultado mostra que as pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (1,49%), Comunicação (0,60%) e Vestuário (0,49%). Mostra também que se situaram em nível abaixo da variação média os grupos: Alimentação (0,24%), Despesas Diversas (0,22%), Habitação (0,17%), Transportes (0,11%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,10%).
Quatro capitais têm queda no IPC-S
O IPC-S caiu em quatro das sete capitais pesquisadas pela FGV no período. A maior queda foi observada em Salvador: 0,21 ponto percentual, ao passar de 0,65% em abril para 0,44% na primeira semana de maio.
A cidade do Rio de Janeiro apresentou a segunda maior queda: 0,14 ponto percentual (de 0,65% para 0,51% no período). Além de Porto Alegre, outra cidade que teve queda na inflação foi São Paulo, que registrou queda de 0,05 ponto percentual (de 0,41% para 0,36%).
Três capitais registraram alta: a taxa em Recife subiu 0,1 ponto percentual, ao passar de 0,45% para 0,55%; em Brasília a alta foi de 0,03 ponto percentual, ao passar de 0,41% para 0,44%; e em Belo Horizonte o índice passou de 0,69% para 0,7%, portanto acréscimo de 0,01 ponto percentual.
A média nacional do IPC-S ficou em 0,45% na primeira semana de maio. Índice 0,07 ponto percentual acima da taxa da última semana de abril. O IPC-S é calculado semanalmente com base em preços coletados no período de um mês.