Nesta edição, três das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos: Vestuário e Saúde e Cuidados Pessoais, cujas taxas passaram de -1,02% para 0,31%, e de 0,22% para 0,38%, respectivamente.
Os gêneros alimentícios, comprados para consumir em casa, aceleraram novamente, passando de 2,69% para 2,99%. Já as hortaliças e legumes subiram 10,26%. A alta do preço dos grãos no mercado internacional, principalmente soja e milho, presentes em quase todos os alimentos industrializados, além das rações, já são sentidos no varejo.
A boa notícia é que o tomate apresenta deflação no índice Brasil (-5,68%). Em Porto Alegre, ainda há inflação de 5,58%. As pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: Alimentação (2,06%) e Educação, Leitura e Recreação (0,81%).
Se situaram em nível abaixo da variação média os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,38%), Habitação (0,34%), Vestuário (0,31%), Comunicação (0,29%), Despesas Diversas (0,23%) e Transportes (0,13%).
Inflação sobe na maioria das capitais
A inflação medida pelo IPC-S subiu em quatro das sete capitais analisadas na terceira semana de setembro pela FGV. Os dados apontam que a cidade com o maior aumento nos preços ao consumidor foi São Paulo, cuja taxa variou de 0,26% para 0,4%. Além de Porto Alegre, as demais capitais que apresentaram alta nos preços são: Recife (de 0,56% para 0,59%) e Belo Horizonte (de 0,55% para 0,63%).
Já Brasília é a capital em que o índice apresentou maior decréscimo no período, ao passar de 0,48% para 0,32%. A cidade de Salvador também teve redução da taxa, de 0,03 ponto percentual (passando de 0,32% para 0,29%), seguido do Rio de Janeiro (de 0,65% para 0,64%).
O IPC-S de 22 de setembro ficou em 0,53%, 0,04 ponto percentual acima da taxa da apuração anterior.