Nesta edição, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos: Educação, Leitura e Recreação, e Saúde e Cuidados Pessoais, cujas taxas passaram de 0,95% para 2,41%, e de 0,05% para 0,43%, respectivamente.
A análise do resultado mostra que as pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: Educação, Leitura e Recreação (2,41%), Habitação (0,50%), Alimentação (0,47%), Despesas Diversas (0,47%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,43%).
Houve desaceleração na alimentação, passando de 1,17% na semana anterior para 0,47%. Hortaliças e legumes diminuíram o ímpeto dos aumentos, principalmente pelo recuo no preço do tomate (de 61,66% para 30,94%). Mesmo assim, continua sendo o item de maior influência na inflação.
Se situaram em nível abaixo da variação média os grupos Comunicação (0,00%), Transportes (-0,21%) e Vestuário (-1,26%). O índice capta deflação no vestuário a partir da segunda semana de julho, efeito das liquidações.
A inflação medida pelo IPC-S recuou em duas das sete capitais pesquisadas pela FGV na segunda semana de agosto, encerrada no dia 15. No período, a taxa ficou em 0,39%, ante 0,40% na leitura anterior, do dia 7 de agosto. O IPC-S registrou desaceleração de preços em Belo Horizonte, que de 0,17% passou para 0,10%, e Rio de Janeiro, que saiu de 0,69% para atingir 0,60% no período.
Além da Capital gaúcha, houve aceleração de preços em São Paulo (de 0,41% para 0,42%), Brasília (de 0,00% para 0,04%), Recife (de 0,24% para 0,28%) e Salvador (0,45% para 0,49%).